5 de outubro de 2010

Encontre-me um dia, em algum lugar

Josh: Então, o que te traz aqui?
Carie: O carro da minha mãe, desembarquei no LAX à pouco tempo de uma curta viagem à San Francisco. E você?
Josh: Metrô. Na verdade, peguei três ônibus, dois trens. Ah, e mais um pequeno pedaço a pé, coisa pouca.
Carie: Sério?
Josh: Não, é brincadeira. Eu tenho carro, mas não precisei dele pra chegar na festa. Eu moro aqui e a festa é minha. E, se não estou enganado, você não estava na lista de convidados.
Carie: Oh! É que eu estou com uma amiga.
Josh: Tudo bem, conheço você. Já vi você no colégio algumas vezes.
Carie: E eu já vi você diversas vezes, na verdade. Descobrir seu nome não foi muito difícil de descobrir, Josh. Não que sejas muito popular, mas as pessoas sabem quem você é.
Josh: Hm, andou me seguindo, foi?
Carie: Digamos que é o meu modo de demonstrar interesse.
Josh: E que tal subirmos para o meu quarto, para conversarmos?
Carie: Não, lá não é o melhor lugar. Nós não vamos curtir essa noite de lua cheia, nem no seu quarto, nem nessa festa. Vamos, sim, na praia.
Josh: Hm! Gostei da idéia. . Quando chegaram na praia, Josh estendeu uma longa toalha e os dois, ali deitaram, sob as estrelas e a luz do luar. .
Josh: Realmente, está uma noite linda.
Carie: Sim, apropriada para uma primeira vez memorável.
Josh: Como assim?
Carie: (shh) Não diga nada. A partir de agora eu não quero ouvir você. Quero sentir você...

A noite passou, longa e perfeita. Completa e totalmente memorável aos dois. Carie passou o resto da noite na casa de Josh e, pela manhã, foram juntos à escola.
O dia se passou comum, como qualquer outro, mas no final da ultima aula Carie se despediu de Josh com um abraço -muito forte por sinal- e nada mais. Josh não se preocupou com isso, estava feliz demais para tal.
Mal saberia ele que, depois daquele abraço, Carei sumiu nos quatro decorrentes dias, sem dar notícias. E na manhã do quinto dia, Josh recebera uma carta sem remetente.
Nela continha os dizeres...

Josh .
Simplesmente não sei como escrever pra ti o que quero dizer-te, portanto serei breve. Eu não estudo no mesmo colégio que você, por acaso e sim, por você. Não cruzava com você nos corredores do colégio por acaso, sabia os horários das suas aulas. Não fui àquela festa por acaso, sim porque sabia o que eu queria. Já faz algum tempo que eu amo você, mas nunca disse nada por medo da rejeição. Você é um menino lindo, sempre com uma namorada diferente. Tive medo de ser apenas mais uma à você. Mas, principalmente quero lhe dizer, por meio desta, duas coisas. Primeira, te agradecer pela noite maravilhosa. Como eu sabia que jamais te teria para sempre, queria ao menos tê-lo por uma noite. Segunda, queria contar-lhe que nos últimos dois anos, venho sofrendo as consequências de um câncer, porém nos últimos cinco meses ele se agravou, chegando ao estágio terminal. Minhas ultimas esperanças estão depositadas em um transplante de alto risco envolvendo o coração e o pulmão esquerdo. Não avisei a você nem a ninguém para não ficarem preocupados. Eu te amo demais, como você nunca conseguiria imaginar. E nem eu, ao certo. Me faltam palavras para descrever, modos de expressar. Só consigo senti-lo, até acabar os meus dias. Se a cirurgia não obtivesse sucesso, pedi à minha mãe que lhe entregasse esta carta no dia do meu velório. Ainda há tempo de me ver pela ultima vez. . Com todo o amor possível . Carie.


Assim que Josh terminou de ler a carta, sua expressão facial era um misto de dor, surpresa e profunda e amargurada tristeza. Ele já se aventurara com diversas mulheres. Mas, naquele momento, ele percebera que perdeu a mulher da sua vida. Naquele dia, ele não iria à aula, ele estava indo dar o ultimo beijo na mulher amada.

Texto tirado do Tumblr de @WillianNu

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